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Esequias Pegado Cortez
Advogado e Economista
Quando estudava economia, aos 20 anos de idade, tornei um hábito examinar a longevidade dos povos. E comparava aos números brasileiros de então, trazendo à análise para o nosso Nordeste. Examinava também esses dados à luz do pessoal da minha família e do meu próprio estilo de vida de então - gostava de velocidade - e veio aquela música que todos desacreditassem “em quem tinha mais de 30 anos...” Assim concluí que deveria viver um pouco mais que a idade de 30 anos, fazendo de cada dia uma satisfação de cumprir os objetivos e as oportunidades que a vida e Deus me davam.
E cada ano depois dessa idade-objetivo-conclusivo tem sido um descortinar de novos horizontes e, por dia que se passa, entendendo que a idade da pessoa é exatamente aquela que ela sente, sentido-a então quando não se tem mais metas a realizar.
Sim, meus amigos, na vida devem ser usadas as melhores técnicas do planejamento. Sem dúvidas, temos que ter planos, programas, projetos e atividades. Tudo feito em acordo com o tempo e a capacidade de geração de receita, mantida a alegria e a saúde de viver, sempre adicionado o trabalho sem pensamentos na aposentadoria. Um em relação direta e dependência do outro.
Naqueles meus 20 anos eu tinha um emprego que, naquela época, se dizia “do qual ninguém saia”. Era funcionário concursado do Banco do Brasil e vivia a angústia de ver os colegas, ainda jovens, falando o que fariam depois da aposentadoria. Portanto, todos querendo ficar velhos... E me respondia que aquilo não dava para mim pois, inquestionavelmente, via gente querendo, indiretamente, uma saída num futuro ainda distante... Ora, perguntava-me constantemente, mas aquele ótimo emprego seria a minha prisão? O enterrar dos meus sonhos de realizar algo na vida?
E saí para vida sem prisões que, ao meu ver, consistia em não ter medo dela própria e acreditar na minha capacidade de trabalho, preparado para os riscos e reveses que, efetivamente, são inúmeros, como que espreitando à toda hora. Todavia nunca me arrependi.
Então, no planejamento de vida, ou seja, nos planos, programas, projetos e atividades, o primeiro ponto importante é acreditar na sua capacidade de trabalho, sem medos de começar tudo de novo se os reveses chegarem... e mais das vezes chegam mesmo!!!
O trabalho qualificado inteligente e oportuno gera receitas. Sempre.
Algumas de forma mais lenta e outras por mérito acelerado, cada qual com sua razão de ser e visto o custo/oportunidade, esta por vezes chamada de “sorte”. Agora, pergunto-me aos 65 anos, neste 17 de janeiro de 2010, em Lisboa, cidade de clima ameno e que aprendi chamar de Lisótima, encontrando-me na execução de mais um projeto - um escritório de advocacia voltado à União Européia, o qual tento tornar uma atividade e, na precisão técnica do contexto, auto-sustentável – que fez parte de programa e este de um plano de vida: como seria a vida sem a alegria de viver principalmente quando, com a graça de Deus, se tem saúde e esta dá bem para o gasto? E mando para minha Natal, que quero sempre chamar de Natalinda a consciência do pensamento do filósofo alemão Goethe, pensamento que aprendi aos 17 anos e que até hoje me acompanha – ainda estando de acordo com ele mas lembrando que as tristezas e os problemas também podem ser passageiros de uma boa administração da vida - que “as perenes alegrias da vida não foram encontradas por nenhum mortal”.
Viva a vida pela experiência vivida!!! Este é o meu longo e feliz grito de hoje. |